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19.1.17

Roubei de um post de Eduardo Araújo no >Revide


"FATURA 
A injeção de dinheiro público, outra vez, no Grupo Abril já era esperada, assim como aumentou em quase 1.000% os investimentos em outros meios de comunicação, notadamente, o Grupo Globo.
Sem eles, o golpe parlamentar que apeou Dilma Rousseff do poder não teria se viabilizado. Sem Abril e Globo, a demonização do PT e, ato contínuo, a criação de um culto antipetista, com a ascensão messiânica do juiz Sérgio Moro, jamais teria acontecido.

Ainda assim, não deixa de ser surpreendente a indigência moral e o servilismo dessa gente.
Comparar a vida de Mick Jagger à de milhões de brasileiros - trabalhadores e trabalhadoras rurais, domésticas, pedreiros, serventes, vigilantes e toda a gente do povo - que irão morrer durante o expediente não é só ridículo.
É cruel".
 
 
Para ler mais post do >Revide clique aqui





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23.12.16

Roubei de um post de Eduardo Araújo no Face


"Precisamos falar de Clarice.

Com o intuito de promover seu CD, ganhar likes e vender para porra, a cantora (sic) Clarice Falcão lançou um clipe de uma música (ruim) mostrando os órgão genitais de meninos e meninas, depilados, pentelhudos, enfeitados com gliter, geleca e tinta.

Ok. Quem viu p. e b. já sabe como é e como funciona. Mas isso causou furor na internet, e eu gosto de tentar entender tudo que causa furor na internet. O furor está no fato de estarmos diante de uma geração aparentemente moderninha, mas que é conservadora, provinciana e infantilizada, por que desde sempre hiperprotegida por pais que - tendo terceirizado a educação para escola - nos poucos momentos que tiveram com seus rebentos fizeram questão de dar-lhes tudo que queriam, agir como amiguinhos e não como pais/educadores, e superprotegê-los na e para além da idade adulta. O resultado: bananas.

Acabei de ler um post de uma bloggeira/jornalista/youtuber que "denunciou" o assédio de Vin Disel em uma entrevista. Essa mulher adulta (mulheres lutaram para exercer essa profissão!!!) não está preparada para dar uma "cortada" num cara que a assedia? Estava com medo de ser estuprada com câmera, equipe? Traumatizada pro conta de uma cantada? Em que mundo essa mulher vive?

Confundir nudez e sexo é uma bobagem. Quem se choca com palavrões, gente pelada, ou expressa pudor diante de paus, bundas e bocetas não entrou ainda no mundo adulto. E esse moralismo tolo e essa infatilização generalizada é que faz um clipe desses bombar. Qualquer banheira do Gugu, Tiazinha, Feiticeira ou a câmera ginecológica que penetrava a Carla Peres às 15h da tarde na Globo ou no SBT tinha mais sexo que esse clipe. Melhor superar e não dar ibop para essa tolice que é a musica de Clarice Falcao. Agora que cumpriu a função de tirar do armário o moralismo vagabundo dessa geração que se acha pós tudo..."



3.11.16

Uma Crônica de Thais S.

Mulher negra, bem vestida, microempresária, chega em um hospital de classe media alta na Av. Paulista, para retirar alguns exames. A moça simpática da portaria lhe informa:
 

- A senhora tem que ir para o primeiro subsolo para retirar exame. É só pegar o elevador ao lado.
 

A mulher entra no elevador e ao observar não tem escrito primeiro subsolo, e também não tem informação em qual andar ela está.
 

Neste instante entre um homem com traços orientais escrevendo algo no celular, aperta o terceiro andar e continua escrevendo no celular e ela logo lhe pergunta.
 

- Por gentileza, o senhor sabe qual andar aperto para o primeiro subsolo?
 

Durante a pergunta entra uma senhora, branca, com cabelos loiros com um coque muito bem feito e aperta o cinco.
 

O senhor para de escrever no celular e observa a mulher negra, seu olhar vai desde o cabelo até os pés e lhe pergunta:
 

- Você quer ir ao vestiário?
 

A mulher negra meia sem jeito e nervosa com a pergunta do senhor responde:
 

- Sou paciente deste hospital. Sabe senhor, eu posso ser paciente deste hospital também.
 

O senhor, sem palavras, abaixa a cabeça e sem responder nada continua mexendo em seu celular.
 

A senhora branca logo percebe a situação constrangedora e responde:
 

- Moça o subsolo fica no menos um. E aperta o botão para ela.
 

O senhor desce e em seguida a senhora também.
 

A mulher negra fica sozinha no elevador até o subsolo refletindo se poderia ter feito mais ou diferente nesta situação.
 

Apesar da pequena resposta se sentiu orgulhosa, com quase 40 anos é a segunda vez que conseguiu responder a altura para um ato de racismo. Nas outras não teve coragem, não conseguiu responder, se sentiu reprimida.
 

Agora orgulhosa de si, levanta a cabeça e sai do elevador para pegar seus exames.
 

Não foi a primeira e nem será a última que estará em locais que para algumas pessoas não poderia estar, mas agora esta preparada, está empoderada.
 

Será que ele achou que ela era médica?










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15.8.16

20 de AGOSTO: Workshop Gratuito - A Luz e as Lentes no Jamac Cinema Digital



"A luz e as lentes no cinema digital"
com o diretor de fotografia Luiz Augusto Moura.

A partir de exercícios práticos e referências de filmes o diretor irá trabalhar os fundamentos da iluminação e o uso das lentes na fotografia cinematográfica.
 

Mais informações clique aqui!










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11.6.16

Locação de Estúdio Chroma Key



A produtora Cavalo Marinho Audiovisual agora possui seu próprio Estúdio Chroma Key para Locação!!

Localizado no centro de Diadema, nosso estúdio destina-se a produção de vídeo, foto, casting, workshop, comerciais, Youtubers, vídeos institucionais e políticos.

Promoção de Inauguração: 
1 hora grátis de estúdio para as 5 primeiras reservas.

R$ 35, 00 por hora. Somente estúdio 10m2.



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29.5.12

15.9.09

MORDAZ - Ed. 02




NESTA EDIÇÃO:

CAPA:
BRASÍLIA: OS POLÍTICOS SÃO UM REFLEXO DA SOCIEDADE OU A SOCIEDADE É UM REFLEXO DOS POLÍTICOS?
CONHEÇA AS RESPOSTAS DOS CIENTISTAS.

Outros Destaques:
* Como o sistema patriarcal judaico-cristão FERROU com as Mulheres.
* Quem terá coragem de produzir um Filme sobre a Elite do Brasil?
* Sacha Baron Cohen – O cara que expõe os preconceitos.


(Todas as imagens foram retiradas do Tio Google).

11.8.09

(Conto): O PASSEIO IMPROVÁVEL


escrito por FRANCISCO GLAUTER.

Era o quinto dia de trabalho da semana. O quinto dia em que ele se moía por dentro, por ter pressa. Uma hora em atraso! Ele...o chefe da repartição! Moía-se por não poder parar no camelô e futricar as novidades pirateadas: sua ânsia pelas stars do mundo pornô! O que dava pra fazer naqueles dias de pressa contínua, habitual, era correr os olhos em soslaio e flagar uma loira numa das capas. Americana? Brasileira? Não. Tcheca. Sim. Tcheca. As tchecas são a grande sensação da indústria! Atrizes tchecas davam a ele a impressão da perfeição, o sentimento que só a idealização lhe trazia. Cultas? Sofisticadas? Ninfomaníacas! Deus! Vou a Praga. Não! Budapeste não! Praga. Quero ver Veronica Zemanova...e Monica. Sweetheart? Não. Certamente não é esse seu sobrenome de batismo. Sim, ela está morando nos Estados Unidos. Veronica Zemanova também. Entraram pro time da indústria....como Meirelles e Iñárritu. E eu? E minha busca? Quero é descobrir quem é a loira da capa pirateada. Será ela o objeto de meu desejo ao longo de tantos anos de contemplação da forma? Há trinta anos...exatos trinta anos procuro por uma virgem de boca entreaberta(*). A mesma busca incessante e doentia de Benjamim Zambraia, a personagem central do romance de Chico Buarque, igualmente obsessivo e interessado pelas coisas inexistentes. Chegou o sétimo dia. Atrasado. Na hora precisa, depois de botar o primeiro pé pra fora do 376 que me levava ao centro de Diadema, mirei a repartição ilícita, povoada de gente. Como de costume as calçadas da avenida Marginal eram um mar de gente a ir e a vir. O que tanto fazem essas pessoas?...pensei egoísta! O objeto de minha ansiedade tinha lugar numa pequena barraca, no passeio da margem oposta ao terminal de ônibus, periférico a um restaurante de nome mal escolhido. Cheguei, tomei praça, acotovelado. Uma jovenzinha indaga a respeito do “ao vivo” do Calcinha Preta. Um jovem aparentando quinze anos mal vividos queria o último Batman. Eu seguia minha intenção premeditada, quando o 376 ainda vagava pela avenida Cupecê. Foda-se! Um atraso a mais, um atraso a menos... Além do mais, sou o chefe daquela merda! Parei, acossado pelo relógio comprado há alguns dias, como vã tentativa de evitar os atrasos constantes. Avancei deseducadamente, quase empurrando uma senhora que a meu ver não deveria estar ali. Certamente haveriam afazeres de sobra na casa de uma mulher como aquela: cuidar dos netos, da provisão dos que sustentavam a casa e chegariam esfomeados tão logo a tarde caísse. Aquilo era um baixio, não lugar de uma senhora! Território de gente desocupada e obsessiva. Pra casa, minha senhora! Desculpei-me tão timidamente de minha deseducação para com ela que minha gentileza foi completamente ignorada. Ganhei meu lugar em volta da empresa. Baixei os olhos. Nada! Minha possível virgem de boca entreaberta tinha ido parar nas mãos de um qualquer, que não saberia valorizá-la como tal. Sim. Ela se foi. Eu triste de não ter jeito(**), ladeado pela senhora incauta e pela jovenzinha excitada, seguro nas mãos minha parte do espólio enquanto escuto um fado de Amália Rodrigues, vindo de minha inesgotável memória musical. O céu se tornava chumbo, “bonito pra chover” para alguns. Outros diriam: como é feio o céu desta cidade! Abandonando o inútil de minhas reflexões, ergo os olhos e pago ao pregoeiro pelo que me sobrou do desastre: o “dèbut” da Bruna Surfistinha.

Francisco Glauter

São Paulo/Outono-2009


(*)Chico Buarque

(**)Wilson Rodrigues


21.7.09

(Miniconto): CLOVIS


Escrito por Helena Teles.


Clovis não foi amamentado no peito materno quando nasceu. Madalena se sentia mal com um menino pendurado em seus seios tão belos.

Alertado pelo médico, como toda criança que não recebe peito materno, Clovis ficou com sequelas. A pior delas é não poder ver um peito que logo cai de boca.

Pobre Clovis.


9.6.09

* * *

Colaboração de Thais S.

- Precisamos de dinheiro.

- É.

Thruuuumm.

- Alô? Sim... hããã... não, obrigada. Não. Não estou interessada.

- Quem era?

- Um cara querendo me dar um emprego lá em São Miguel Paulista! Quem oferece emprego numa Sexta, cinco horas da tarde?!

- Pra começar quando?

- Segunda de manhã.

- Sacanagem isso. Cara sem noção.

- Abre uma cerveja pra nós.

Tsssssss.


24.4.09

(Poema): Sem Título


Este é um poema de um de nossos colaboradores... MIGUEL BATISTA.



"Se eu soubesse que na
ponta da minha língua
havia uma poesia, jamais
tinha usado em forma de
pincel em lugares tão
ásperos"

Veja também:

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